Saúde Oral na 3ª idade

Hoje falamos de saúde oral na terceira idade: que cuidados ter, quais os problemas mais comuns, quais as soluções a encontrar. Sim, porque há sempre solução!

Com a idade, os problemas mais comuns são as cáries, a doença periodontal (das gengivas), a perda de dentes, alterações na mastigação, desgaste dentário, mucosas sensíveis, alteração da cor dos dentes e diminuição da perceção de certos sabores.

Mas como em todas as idades o importante é a prevenção e tudo começa com os cuidados de higiene oral habituais (lavar os dentes, usar escovilhão e/ou fio dentário, um dentífrico fluoretado e um suplemento de flúor, em bochecho), acompanhados de visitas regulares ao dentista. Mesmo que tenha outros problemas de saúde e tome medicação isso apenas reforça a importância de ir ao dentista, sendo que todo o tratamento dentário poderá sempre ser feito em segurança, desde que informe o médico dentista da sua condição de saúde.

Hoje tentamos ao máximo manter os dentes naturais dos pacientes, que ao serem retirados provocam alterações estéticas, fonéticas e funcionais na boca; e muitos problemas podem ser resolvidos mantendo-os. É comum que com a idade os dentes possam ficar mais amarelos e/ou acastanhados, assim como podem surgir dentes com aspeto longo, devido à retração gengival, ou mais curtos, por causa do desgaste. Todas estas questões são facilmente resolvidas mantendo os dentes naturais.

Quando não é possível salvar os dentes naturais sugerimos então as próteses dentárias, fixas ou removíveis, que evitam as várias alterações bucais faladas acima.

As próteses removíveis ainda continuam a ser as mais comuns, exigindo do idoso alguns cuidados acrescidos de higienização, como a lavagem após cada refeição, complementada com a limpeza da prótese com uma escova especial e um pouco de dentífrico. É também aconselhado remover as próteses durante o sono para que as mucosas descansem durante algumas horas. Devem ser conservadas em água mas associada ao uso de pastilhas desinfetantes comercializadas (meios alcalinos).

As próteses fixas, feitas sobre o dente natural ou sobre implantes dentários, são as opções mais confortáveis e permanentes, simulando quase a 100% a textura e sensação do dente natural no seu encaixe com a boca.

Assim, qualquer idade é ideal para ir ao dentista e cuidar dos dentes, fazendo o máximo para manter os dentes naturais e encontrando a solução para qualquer problema que possa surgir.

 

FONTE: ORDEM DOS MÉDICOS DENTISTAS

Um sorriso para toda a vida!

Sabemos que as malformações bucais não são apenas uma questão física, mas também algo que afeta a nossa vida social, com efeitos psicológicos muitas vezes desvalorizados.

Este paciente começou o tratamento comigo com 16 anos – tinha um um apinhamento severo e falta de espaço na boca. Para além das consequências físicas existiam também as psicológicas – vergonha em sorrir e baixa auto-estima.

Com a extração de 4 pré-molares e tratamento com aparelho ortodôntico, aos 18 anos tem um sorriso que o faz sentir-se orgulhoso e confiante.
A Ortodontia tem todas estas vertentes – devolve a correta mordedura da boca, melhora o sorriso esteticamente e aumenta a auto-estima dos pacientes.
É por tudo isto que adoro o que faço!

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A saúde começa pela boca

A  nutrição alimentar tem total influência na saúde oral! E por isso merece a atenção de todos. Afinal, aquilo que se põe na boca pode elevar a acidez da saliva, meio tão importante para a proliferação de bactérias que afetam a preservação da dentição. Para os dentistas existem os alimentos “ÁCIDOS” , “ADESIVOS” e “DETERGENTES”

 

A ingestão continua de alimentos ÁCIDOS como abacaxi, laranja, limão, kiwi e cítricos, em geral os sumos, bebidas de frutas e refrigerantes favorecem o que chamamos de erosão ácida, que se manifesta sob a forma de “desgaste” da estrutura do dente, na região do dente próximo à gengiva, mesmo na ausência de cárie e em bocas bem higienizadas.

 

Já o açúcar é considerado o dissacarídeo mais cariogénico (que provoca cáries) que existe. Ele está presente em doces, gomas, pastilhas, refrigerantes, sumos industrializados e gelados. Estes alimentos provocam a queda do PH, que por sua vez causa a desmineralização da superfície dentária, aumentando o risco de cárie. São considerados os alimentos “ADESIVOS”. As gorduras de boa qualidade, castanhas, azeite e abacate colaboram, formando uma película oleosa nos dentes, protegendo-os de cáries.

Os alimentos fibrosos, como verduras, legumes e frutas, exigem maior mastigação permanecendo mais tempo na nossa boca, ajudando a eliminar resíduos de outros alimentos que ficariam colados à superfície dentária, não esquecendo que beber água ajuda a equilibrar o PH e manter uma boa salivação. São os alimentos “DETERGENTES”.

 

Para além dos efeitos longo prazo da má alimentação na saúde oral, no curto prazo muitas pessoas sofrem de halitose. Apesar de não ser uma doença, há mais de 50 causas possíveis para o mau hálito. Ele pode ser consequência de alimentação inadequada e mastigação incorreta, dieta descontrolada, jejum prolongado, má higiene oral e baixo fluxo salivar. Além disso, remédios que induzem à baixa produção de saliva, como antidepressivos, medicamentos contra diabetes, problemas cardíacos e remédios para dormir, são agentes influenciadores. Sessões de radioterapia e quimioterapia, doenças provocadas pela falta de higienização, como gengivite e cárie, e o uso de prótese dental, também podem ser considerados causadores do mau hálito. Outro fator muito comum é a saburra lingual, que é um depósito de bactérias sobre a língua que pode produzir mau odor.

 

Uma alimentação saudável contribui para o bem estar geral, inclusive para a saúde oral, pois vários nutrientes presentes nos alimentos são capazes de conservar e manter os dentes fortes e saudáveis

Smile Generation – E ainda agora começámos….

Na semana passada tive a oportunidade de passar à acção o projecto que mais me move: a Smile Generation. E este não é apenas mais um projecto de sorrisos, onde queremos pessoas felizes e sorridentes (também o queremos, claro!), mas antes um espaço onde pretendemos chamar a atenção para problemas bucais que começam desde a infância e que quando não detectados precocemente podem significar anos de tratamento futuro.

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