Mascar pastilha elástica sem açúcar? Sim, todos os dias!

Um novo estudo, publicado no American Journal of Dentistry, mostra que mascar pastilhas elásticas sem açúcar diariamente pode ajudar a poupar cerca de 3,3 mil milhões de libras anuais (mais de 3,5 mil milhões de euros) em despesas de saúde oral relacionados com o tratamento de cáries dentárias. Estes são dados britânicos mas que se podem generalizar nos países mais desenvolvidos.

Apesar de ser do conhecimento generalizado a sua prevenção, com a adequada higiene oral, a verdade é que as cáries dentárias afetam entre 60 a 90% das crianças em idade escolar e quase 100% dos adultos de todo o mundo. Assim torna-se imperativo encontrar novas estratégias preventivas: mascar pastilha elástica sem açúcar depois de comer pode ser um passo importante, principalmente em momentos em que não terá possibilidade de lavar os dentes.

Está provado que a pastilha elástica ajuda a neutralizar os ácidos presentes na placa dentária, a reduzir a secura oral e a manter a mineralização dos dentes, reparando a formação precoce de cáries. Aumenta também a produção de saliva, o que ajuda a eliminar as partículas de comida e a restaurar os níveis ótimos de PH na boca de forma mais rápida.

Assim, este é um dos quatro hábitos de higiene orais diários defendidos pela National Dental Hygiene Association dos EUA, em conjunto com a escovagem dos dentes, a utilização de fio dentário e de um elixir oral. Mas atenção! Nunca substitui a escovagem dos dentes, que é o hábito mais importante. Mas que pode dar uma boa ajuda, lá isso é verdade!

 

FONTE: http://www.saudeoral.pt

Saúde Oral na 3ª idade

Hoje falamos de saúde oral na terceira idade: que cuidados ter, quais os problemas mais comuns, quais as soluções a encontrar. Sim, porque há sempre solução!

Com a idade, os problemas mais comuns são as cáries, a doença periodontal (das gengivas), a perda de dentes, alterações na mastigação, desgaste dentário, mucosas sensíveis, alteração da cor dos dentes e diminuição da perceção de certos sabores.

Mas como em todas as idades o importante é a prevenção e tudo começa com os cuidados de higiene oral habituais (lavar os dentes, usar escovilhão e/ou fio dentário, um dentífrico fluoretado e um suplemento de flúor, em bochecho), acompanhados de visitas regulares ao dentista. Mesmo que tenha outros problemas de saúde e tome medicação isso apenas reforça a importância de ir ao dentista, sendo que todo o tratamento dentário poderá sempre ser feito em segurança, desde que informe o médico dentista da sua condição de saúde.

Hoje tentamos ao máximo manter os dentes naturais dos pacientes, que ao serem retirados provocam alterações estéticas, fonéticas e funcionais na boca; e muitos problemas podem ser resolvidos mantendo-os. É comum que com a idade os dentes possam ficar mais amarelos e/ou acastanhados, assim como podem surgir dentes com aspeto longo, devido à retração gengival, ou mais curtos, por causa do desgaste. Todas estas questões são facilmente resolvidas mantendo os dentes naturais.

Quando não é possível salvar os dentes naturais sugerimos então as próteses dentárias, fixas ou removíveis, que evitam as várias alterações bucais faladas acima.

As próteses removíveis ainda continuam a ser as mais comuns, exigindo do idoso alguns cuidados acrescidos de higienização, como a lavagem após cada refeição, complementada com a limpeza da prótese com uma escova especial e um pouco de dentífrico. É também aconselhado remover as próteses durante o sono para que as mucosas descansem durante algumas horas. Devem ser conservadas em água mas associada ao uso de pastilhas desinfetantes comercializadas (meios alcalinos).

As próteses fixas, feitas sobre o dente natural ou sobre implantes dentários, são as opções mais confortáveis e permanentes, simulando quase a 100% a textura e sensação do dente natural no seu encaixe com a boca.

Assim, qualquer idade é ideal para ir ao dentista e cuidar dos dentes, fazendo o máximo para manter os dentes naturais e encontrando a solução para qualquer problema que possa surgir.

 

FONTE: ORDEM DOS MÉDICOS DENTISTAS

Alimentação – sins e nãos!

Vamos começar pelo óbvio. Açúcar? Não! Porquê? O açúcar serve de alimento para as bactérias que existem na boca, que se transformam no ácido que destrói o esmalte dos dentes.

Quais os alimentos que têm açúcar? Quase todos os alimentos processados têm açúcar. É importante ver os rótulos e as várias formas de “esconder” o açúcar: Sacarose, Glicose, Glucose, Dextrose, Frutose, Maltose, Maltodextrinas, Mel, Xarope de glicose, Xarope de milho, etc.

O mesmo se aplica aos refrigerantes, que mesmo que não tenham açúcares têm ácidos que destroem o esmalte dos dentes. E que mais evitar? Todos os alimentos com farinhas refinadas como bolachas, batatas fritas, flocos de cereais açucarados e bolos, que têm ingredientes que se transformam em açúcar na boca.

Então o que é que faz bem? Vegetais, e não apenas pelas razões óbvias. As cenouras, brócolos, espinafres, entre mais, são ricos em fibra, água, vitaminas e minerais, que fazem bem à saúde em geral, mas também demoram normalmente mais tempo a mastigar, o que faz com se produza mais saliva. A saliva é uma forma natural de limpar os dentes para além de os proteger das bactérias.

A fruta tem um papel muito importante não só na saúde dos dentes mas também das gengivas. Destaque aqui para a maçã que ajuda na limpeza dos dentes e previne a formação de placa bacteriana. E se repararmos, nem os vegetais nem a fruta se “colam” aos dentes. Este é um bom sinal!

Mas se quiser comer um alimento açucarado qual a forma de fazer “menos mal”? Diminuindo o número de vezes que o faz mais do que a quantidade de açúcar, pois, e apesar da quantidade também ter relação, quanto mais vezes ingerimos açúcar mais tempo ele está presente na boa, o que tem relação directa com o desenvolvimento das cáries. Privilegiando estes momentos no finais das refeições e não entre as mesmas (evitando assim “petiscar”).

Os maiores mitos na saúde oral

Se alguns dos aspectos focados no novo estudo da FDI – World Dental Federation são mais conhecidos e estão por isso implementados nos hábitos da população, como o malefício do tabaco e do açúcar para os dentes, ou a escovagem dos dentes pelo menos duas vezes por dia com uma pasta com fluoreto, outros são ainda negligenciados ou desconhecidos.

 

Os resultados publicados demonstram a diferença entre os hábitos de saúde oral e as recomendações dos médicos-dentistas que se fazem ainda notar.

 

– “Devo bochechar com água depois de lavar os dentes” – 68% dos inquiridos acham que sim mas na verdade não se deve bochechar logo após a lavagem, para que os dentes possam estar mais tempo expostos aos efeitos do fluoreto;

 

– “Devo lavar os dentes logo após a refeição” – é o que pensa 56% das pessoas inquiridas mas o aconselhado é que se espere cerca de 30 minutos após a refeição para lavar os dentes, evitando o enfraquecimento do esmalte dentário;

 

– “Beber sumos de fruta é melhor para a saúde oral do que beber bebidas com gás” – é a opinião de 36% das pessoas mas na realidade tanto uns como outros podem ser altamente concentrados em açúcar e causar cáries;

 

– Apenas 28% dos inquiridos identifica o consumo de álcool em moderação como importante para a saúde oral, quando este é um aspecto essencial;

 

– 77% dos inquiridos acreditam que visitar o médico dentista pelo menos uma vez por ano é uma boa prática, mas apenas 52% pretende fazê-lo.

 

Corrigir hábitos é o primeiro passo para uma boa saúde oral e para evitar problemas mais graves ou difíceis de resolver. Visitar o médico-dentista permite ter a situação sempre controlada e vai evitar dores de dentes, mal-estar e gastos financeiros desnecessários.

 

Estudo: https://www.multivu.com/players/uk/8061551-global-survey-world-oral-health-day/

Um sorriso para toda a vida!

Sabemos que as malformações bucais não são apenas uma questão física, mas também algo que afeta a nossa vida social, com efeitos psicológicos muitas vezes desvalorizados.

Este paciente começou o tratamento comigo com 16 anos – tinha um um apinhamento severo e falta de espaço na boca. Para além das consequências físicas existiam também as psicológicas – vergonha em sorrir e baixa auto-estima.

Com a extração de 4 pré-molares e tratamento com aparelho ortodôntico, aos 18 anos tem um sorriso que o faz sentir-se orgulhoso e confiante.
A Ortodontia tem todas estas vertentes – devolve a correta mordedura da boca, melhora o sorriso esteticamente e aumenta a auto-estima dos pacientes.
É por tudo isto que adoro o que faço!

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Recomendações para grávidas e bebés

Se existe muita informação sobre muitos temas durante a gravidez, a saúde oral continua a ser um assunto que passa ao lado de muitas grávidas e recém-mães. Os cuidados desde o pré-natal são determinantes na formação e desenvolvimento bucal do bebé, sendo que cada passo e decisão influencia o seu futuro. Quer previnar problemas de saúde oral e gastos inerentes? Deixo-lhe as dicas básicas!

Pré-Natal

Antes de engravidar deve consultar o seu médico-dentista, para que este possa detetar carências nutricionais e infeções. Ter uma deficiente saúde bucal aumenta a probabilidade de aborto em início de gravidez.

Realizar os tratamentos necessários, conjuntamente com bons hábitos de higiene oral, são a única forma de prevenir doenças bucais durante a gravidez.

 

Gravidez

As grávidas podem fazer todos os tratamentos dentários. Obviamente que se pretende evitá-los ao máximo (com a consulta pré-natal) mas no caso de existirem é preferível tratá-los.

Eis alguns conselhos:
. A grávida pode ser anestesiada sem qualquer risco para si e para o bebé;
. Gravidez não significa que os dentes se degradem ou caiam – isto só acontece conjugando maus hábitos de higiene, deficiente alimentação e doenças bucais não tratadas, como aliás com qualquer pessoa;
. As gengivas podem inchar e sangrar mais facilmente durante a gravidez derivado do aumento da progesterona – a grávida deve reforçar os hábitos de higiene para que tal não evolua para gengivite.

Se a grávida persistir em não tratar os seus problemas bucais tal aumenta a probabilidade de um atraso no crescimento fetal ou parto prematuro.

 

Bebé

Os dentes de leite do bebé vão formar-se na 6ª semana de gestão e os permanentes no 5ª mês. Os cuidados com os dentes devem começar logo após o nascimento, com a limpeza suave das gengivas com uma compressa embebida em água filtrada. Tal previne a monilíase (“sapinhos”), contaminação por fungos ou a formação de “placas de leite”.

A  visita ao dentista deve acontecer aquando do rompimento dos primeiros dentes de leite.

Outro assunto de extrema relevância é a amamentação, uma vez que a mesma é muito importante no desenvolvimento respiratório, ósseo e muscular do bebé. Alguns fatos que destaco:
. Ao receberem o estímulo de crescimento que só a amamentação natural pode dar, tal favorece o correto posicionamento e crescimento de toda a estrutura mandibular;
. Ao mamar o bebé aprende a respirar pelo nariz, facilitando o desenvolvimento apropriado das vias respiratórias;
. Para além da importância afetiva e nutricional, evita hábitos parafuncionais, como chuchar no dedo, extremamente prejudicial;
. Uso de chuchas e biberões aumentam a possibilidade de mordidas cruzadas e respiradores bucais (amigdalites e alergias);
. Quando necessário o uso de biberões não deve ultrapassar os 9 meses;
. Criança amamentada não precisa de chuchas e biberões.

Todas estas dicas são importantes para desfrutar da gravidez e do bebé, garantido-lhe o melhor presente e futuro.